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Restrição Alimentar

Alergia/Intolerância ao Leite

Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada. Enquanto que uma pequena porcentagem tem alergia à proteínas do leite de vaca (APLV) (2 a 3% das crianças < 3 anos têm APLV, 0,5% em bebês amamentados exclusivamente possuem APLV, < 1% das crianças > 6 anos possuem APLV). Seu filho ou algum conhecido pode ser uma dessas pessoas e por isso precisa ir ao médico saber o que realmente está acontecendo para iniciar o tratamento necessário.

É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite (caseína), que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite, por exemplo).
A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase (enzima digestiva) pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos.

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.
O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.
O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.

O diagnóstico da APLV deve ser realizado em 4 etapas:
1) História clínica
2) Exames laboratoriais
3) Dieta isenta das proteínas do leite
4) Teste de Provocação Oral

Em no máximo quatro semanas é possível concluir o diagnóstico da criança se esses 4 passos forem realizados corretamente.
É importante que os pais sejam pacientes no início, pois em casos de reações tardias os sintomas às vezes demoram a passar após o início da dieta e as crianças podem demorar até 4 semanas para apresentar uma melhora significativa. Isso faz com que as famílias não acreditem na hipótese diagnostica, mudem de médico ou não sigam as orientações, atrasando ainda mais a conclusão do diagnóstico e a melhora da criança.

1) Deficiência congênita – por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, mas crônica);
2) Deficiência primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);
3) Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por doenças intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.

Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

As reações podem acontecer logo após a ingestão de leite ou até mesmo dias depois, dependendo de cada individuo. O tipo reação que a criança com APLV apresenta determina os exames que deverão ser solicitados, o especialista a ser consultado e tratamento.
Os principais sintomas são:
– Urticária (placas vermelhas disseminadas, geralmente com coceira associada),
– Angioedema (inchaço dos lábios e dos olhos);
– Vômitos em jato e/ou diarreia após a ingestão do leite;
– Anafilaxia
– Choque anafilático
– Chiado no peito e respiração difícil.
– Dermatite atópica moderada a grave (descamação e ressecamento da pele, com ou sem – formação de feridas).
– Asma
– Refluxo
– Inflamação do esôfago (esofagite eosinofílica)
– Inflamação do estômago (gastrite eosinofílica)
– Baixo ganho de peso e crescimento

A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados da dieta a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas adversos. Essa conduta terapêutica tem como objetivo manter a oferta de cálcio na alimentação, nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável.
No caso de alergia à proteína do leite, é necessário que se retire todo o consumo de leite e derivados da dieta, pois a mínima concentração desse alergênico pode causar sintomas muito fortes ao organismo.

Sim!!! Todos os nossos produtos são livres de leite e sem contaminação cruzada.

Temos sim! Seguem abaixo algumas recomendações que achamos importantes:
– é importante ler não só os rótulos dos alimentos para saber qual é a composição do produto, mas também a bula dos remédios, porque vários deles incluem leite/lactose em sua fórmula;
– leite de soja, de arroz, de aveia e amêndoas não contém lactose ou caseína;
– verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim, salsa) e ovos também funcionam como fontes de cálcio;
– Todos os produtos Libre são livres de leite 
Aos portadores de apenas intolerância à lactose, na medida do possível, o leite não precisa ser totalmente abolido da dieta.
Fonte: Dr Drauzio Varella – 13/09/2016, Alergiaaoleitedevaca.com.br 12/01/2017

Alergia/Intolerância ao Glúten

Pode ser que sim. A alergia ao glúten ou doença celíaca pode causar muitos sintomas e desconfortos e acomete cerca de 1% das crianças e adultos. Para cada caso em homem, existem dois ou três outros em mulheres (isso também é explicado pelo fato das mulheres buscarem mais informações sobre a doença e fazerem mais exames diagnósticos).
A celíaca é uma das poucas doenças autoimunes em que o agente precipitante é conhecido: o glúten.
Glúten é uma proteína existente no trigo (massas, salgados, bolos…), centeio e cevada (cerveja…), digerida com dificuldade na parte alta do trato gastrintestinal. Um de seus componentes, a gliadina, contém a maior parte dos componentes nocivos.

Acredita-se que entre 23 doenças estão relacionadas à ingestão de glúten, mas seguem abaixo as mais comuns:
Doença celíaca: Desordem sistêmica autoimune, desencadeada pela ingestão de glúten. É caracterizada pela inflamação crônica da mucosa do intestino delgado que pode resultar na atrofia das vilosidades intestinais, com consequente má absorção intestinal e suas manifestações clínicas.
A moléstia não se desenvolve em quem não seja portador do gene HLA-DQ2 ou HLA-DQ8, condição necessária, mas não suficiente, para sua instalação.
A amamentação protege a criança predisposta. A introdução de alimentos ricos em glúten antes dos quatro meses de idade aumenta o risco. Por romper a integridade da mucosa, a ocorrência de infecções intestinais, como aquelas causadas pelos rotavírus, também aumenta o risco na infância.
Sensibilidade ao glúten não-celíaca: era conhecida como intolerância ao glúten, não autoimune, não alérgica. Não causa atrofia do intestino delgado, mas causa desconforto quando ingeridos alimentos que contenham a proteína.
Alergia ao trigo: é uma reação imunológica adversa à proteína do trigo. Quando é ingerido trigo, pode afetar a pele, o trato gastrointestinal, o sistema respiratório, anafilaxia, asma ocupacional, entre outras reações.

O diagnóstico requer dois procedimentos: a realização de endoscopia, com biópsia de duodeno para identificar a presença do infiltrado inflamatório característico, e a adoção de uma dieta livre de glúten para verificar se há melhora da sintomatologia.
Nos casos em que o resultado da biópsia é duvidoso, exames de sangue para detectar anticorpos anti-gliadina e os alelos HLA-DQ2 e HLA-DQ8 podem ser úteis.
Em parte significativa dos pacientes, a enfermidade é descoberta por acaso, através da realização de endoscopias por suspeita de úlcera duodenal ou refluxo gastresofágico. Em outros, durante a investigação de deficiências de vitamina B12, ácido fólico, ferro, cálcio e de quadros de anemia e osteoporose, condições frequentes na doença celíaca.

As manifestações variam de acordo com a faixa etária. Nas crianças pequenas: diarreia, distensão abdominal e problemas de desenvolvimento. Vômitos, irritabilidade, falta de apetite e mesmo prisão de ventre podem fazer parte do quadro.
Na puberdade e adolescência: anemia, baixa estatura e sintomas neurológicos. Nos adultos, a apresentação clássica é de crises de diarreia acompanhadas de dor e desconforto abdominal. A diarreia, no entanto, não é o sintoma dominante na metade dos casos. Ao lado dessas manifestações, outras mais silenciosas: anemia por deficiência de ferro, osteoporose, emagrecimento, dermatites, redução dos níveis de cálcio, alterações hepáticas, sintomas neurológicos e prisão de ventre.

A aderência disciplinada a dietas com restrição de glúten não é tarefa simples, porque ele está presente na maioria dos alimentos industrializados. Os que não o contém são mais caros e difíceis de achar. Países como Holanda, Itália, Inglaterra, Suécia e Finlândia subsidiam sua produção.
O tratamento consiste na eliminação definitiva de alimentos que contenham glúten (trigo, cevada e centeio). Essa medida provoca melhora clínica em dias ou semanas, mas as alterações visíveis nas biópsias do intestino delgado podem persistir meses ou anos.
É muito importante corrigir as deficiências de vitaminas e sais minerais e avaliar a densidade dos ossos, a presença de anemia e de déficits de crescimento.

Sim!!! Todos os nossos produtos são livres de glúten e sem contaminação cruzada.

Sim! Se você suspeita que pode ter algum tipo de restrição à ingestão de glúten:
– vá ao médico! Só assim você terá certeza da sua condição e ele passará o tratamento necessário.
– leia os rótulos! Depois de anos defendendo os direitos dos portadores de doença celíaca com as autoridades, rigor no cumprimento da lei que obriga os fabricantes a estampar no rótulo dos alimentos a presença de glúten. Hoje é obrigatório que todo alimento tenha informação sobre o glúten e os outros principais alergênicos.
– fique à vontade para comer todos os snacks congelados e doces da Libre!

Fonte: Dr Drauzio Varella – 20/08/2014, Sam Cakes (Samantta Santos), Fenacelbra